A Rede das Instâncias Africanas de Regulação
da Comunicação não pode desenvolver-se harmoniosamente
e jogar plenamente a sua partição que se for governado
por um plano de desenvolvimento coerente. Aquilo implica uma visão
prospectiva das suas acções, a definição
de objectivos sectoriais precisos, claros e realistas, bem como a
aquisição de meios técnicos e materiais à
altura das suas ambições. O presente documento propõe-se
responder às suas preocupações através
de dez projectos.
O plano de desenvolvimento do IARC
Introdução.
A Rede das Instâncias Africanas de Regulação
da Comunicação (IARC) é um novo instrumento
subregional de integração que nasceu de uma dupla contingência:
a democratização progressiva dos sistemas políticos
que governam os diversos Estados da África, por um lado, e
a liberalização rápida do sector da imprensa
e a comunicação, por outro lado.
Com efeito, a democracia tornou-se, desde os anos 90, o credo todos
os que combatem para as liberdades fundamentais, os direitos humanos
e o Estado de Direito. Este combate não é mais umas
umas simples reivindicações sóciopolíticas
nem uma simples vista do espírito de uma vanguarda elitista:
é doravante uma exigência diária dos povos do
nosso continente.
Apenas, não há nem liberdade, nem direito enquanto
o homem, actor essencial da sociedade, não pode exprimir-se
qualquer quiétude, por toda parte e em qualquer momento. A
liberdade de expressão aparece assim como um dos fundamentos
essenciais da democracia e o acesso aos meios de comunicação
de massa como um direito inalienável.
Hoje, na África, a imprensa escrita e o espaço audiovisual
não são mais a caça guardada homens políticos
que exercem o poder de Estado. Por toda a parte os jornais, as cadeias
de radiodifusão sonora e as estações de televisão
tornam-se órgãos de imprensa à capitais privados.
O sector da comunicação torna-se um verdadeiro domínio
de actividade económico às estruturas ainda mal ordenadas
num ambiente jurídico aproximativo.
A necessidade de uma regulamentação adaptada à
cada país evoluindo ao mesmo tempo num quadro internacional
tornou-se um imperativo sério, o que explica o nascimento,
aqui e lá, de Instâncias de Regulação e
a criação, ao plano InterAfricano do IARC em Junho
de 1998 à Libreville na sequência da primeira Conferência
das Instâncias de Regulação da Comunicação
da África.
Organização muito jovem, o IARC não pode desenvolver-se
harmoniosamente e jogar plenamente a sua partição na
integração regional que se for governado por um plano
de desenvolvimento coerente.
Aquilo implica uma visão prospectiva das suas acções,
a definição de objectivos sectoriais precisos, claros
e realistas, bem como a aquisição de meios técnicos
e materiais à altura das suas ambições.
O presente documento propõe-se responder às suas preocupações.
O plano de desenvolvimento e os projectos encarados neste quadro
são concebidos para permitir ao IARC preencher com eficácia
as suas missões essenciais pela acção de um Secretariado
Executivo não tem não e em relação dinâmica
com o Presidente em exercício e as Instâncias membros
da Rede.
Trata-se por conseguinte de tornar o IARC que vive e dinâmico,
graças a um Secretariado Executivo operacional e eficiente.
Os projectos seguintes são concebidos para esse efeito.
PROJECTO 1: Directório das Instâncias Africanas
de Regulação da Comunicação.
Na África, existe uma multidão de Instâncias
de Regulação da Comunicação cujas competências
são diversas e às vezes contraditórias. Em certos
países, são mesmo numerosas: regulação
da imprensa, regulação do sector público do audiovisual,
regulação das telecomunicações etc....
Importa conhecer-o posicionando-o
metodicamente a fim de ter uma visão real da paisagem da regulação
sobre o continente africano.
PROJECTO 2:Harmonização dos textos que instituem
e governando as Instâncias de regulação da Comunicação
na África.
Todos os encontros interafricaines lamentaram a diversidade dos textos
que instituem e governam as Instâncias de regulação
da Comunicação a África e sempre recomendaram
que acções sejam efectuadas no sentido da sua harmonização.
Disposições deverão ser tomadas em tempo oportuno
para esse efeito, nomeadamente a realização de estudo
de consultores a fazer validar pelos órgãos estatutários
do IARC com o propósito da sua aplicação pelas
Instâncias membros.
PROJECTO 3: IARC,Interlocutor Privilegiado das Instituições
Interafricaines, e Internacionais de desenvolvimento, para as perguntas
de comunicação.
O IARC é uma Instituição Interafricaine especializada
em matéria de regulação da comunicação.
Infelizmente ainda não é associado ao nenhum fórum
internacional ou regional tratando dos problemas de comunicação
ou regulação da comunicação não
é conhecido e tido em conta como interlocutor pelas Instituições
Internacionais Interafricaines de desenvolvimento. Importa rectificar
a situação o mais depressa possível pondo?uvre
nas acções limpas a dar ao IARC o estatuto indicado
para fazer da Rede o interlocutor privilegiado de todas as Instituições,
em matéria de comunicação.
PROJECTO 4: IARC, Parceiro dos organismos de formação,
de trocas e de cooperação em matéria de comunicação.
O URTNA, o CIRTEF, o CESTI, a UIT, o NAFTI, etc.... são tantas
estruturas com as quais o IARC deve desenvolver uma parceria activa,
porque são ao mesmo tempo ascendentes (pela formação)
e a jusante (pela produção e pela divulgação)
do sistema de comunicação e das suas experiências
devem permitir a Rede atingir os seus objectivos de formação
e de cooperação entre os seus membros.
PROJECTO 5:Cooperação com os parceiros ao Desenvolvimento.
Todos os parceiros ao desenvolvimento, tanto o plano multilateral
como bilateral, todas as Instâncias de Regulação
da Comunicação e as redes que agrupam-o devido ao mundo
devem ser postos à contribuição pelo IARC para
desenvolver as acções necessárias para a realização
da missão dos seus membros.
Importa que o IARC lança as acções limpas
a torná-lo um parceiro privilegiado destas Instituições.
Csa da França é uma Instância de Regulação
com que as relações tradicionais com o IARC devem ser
consolidadas pelo sucesso que é necessário assegurar
na reunião de trabalho prevista Junho de 2003 em Paris.
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